EXÉRCITO PÕE NAS RUAS DO RIO 16.500 HOMENS

Começam amanhã as primeiras operações do Exército nas ruas do Rio de Janeiro (RJ)-- a princípio voltadas para o esquema de segurança das eleições do dia 15. O porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Ivan Cardozo, anunciou ontem que 16.500 homens serão empregados nessa missão, que será mantida até o final das apurações e poderá se desdobrar nas operações conjuntas contra o crime organizado. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nomeou ontem em Brasília (DF) uma comissão, coordenada por seu vice-presidente Ernando Uchoa Lima, para verificar de perto se a ordem jurídica e os direitos humanos serão observados durante as operações de combate à criminalidade no Rio. Integrarão o grupo José Carlos Cataldi, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB, e os advogados Luiz Antônio Basílio e Randolfo Gomes. A Anistia Internacional quer formar uma rede de vigilância para acompanhar de perto as operações policiais-militares nas favelas cariocas. Do escritório central da entidade, em Londres (Inglaterra), foram enviados pedidos a organizações não-governamentais (ONGs) brasileiras, como o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), para que se unam e monitorem a ação dos militares. O objetivo é evitar arbitrariedades e atos de desrespeito aos direitos humanos nas comunidades faveladas. As ONGs vão divulgar um telefone para denúncias e elaborar relatórios que serão enviados ao escritório central da Anistia Internacional (O ESP) (O Globo).