O processo de estabilização e abertura da economia brasileira começa a colocar o país no centro das atenções e do interesse de investidores estrangeiros. A participação das multinacionais como compradoras de empresas no país nas transações de aquisição e fusão cresceu de 33% para 40% nos últimos dois anos. Esta é uma das principais conclusões do relatório "Fusões e aquisições de empresas no Brasil 1993/94", divulgado ontem pela Price Waterhouse. O mercado de fusões e aquisições de empresas permanece aquecido com um crescimento em 11% das transações de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período de 1993. Raul Beer, sócio da Price, prevê que o número de transações em 1994, que até setembro era de 199, será bem superior ao total de 259 registrado em 1993. Segundo o estudo, cresceram as transações em que os compradores são empresas norte-americanas e sul- americanas, principalmente dos EUA e Argentina. Para Beer, no caso dos EUA, isso reflete a nova imagem internacional do Brasil: um país que deu clara demonstração de liberalização de sua economia (FSP).