GOVERNADOR DIZ QUE POLÍCIA PREPARAVA MASSACRE NO RJ

O governador do Rio de Janeiro, Nilo Batista (PDT), revelou ontem que policiais civis e militares fluminense preparavam uma grande chacina, cujas vítimas seriam meninos de rua ou favelados, com o objetivo de comover a opinião pública e provocar uma intervenção federal no estado. O complô, cuja inteligência é integrada por oficiais e delegados, conforme denunciou o governador, vinha sendo articulado desde antes do convênio entre Nilo Batista e o presidente Itamar Franco, para as Forças Armadas combaterem o crime organizado no Rio com ajuda das polícias estadual e federal. O extermínio seria feito dias antes do segundo turno das eleições, para produzir fato político de repercussão internacional e demonstrar que o governador havia perdido completamente o controle sobre a segurança do estado. "A intenção era fazer uma nova Candelária ou um novo Vigário Geral", definiu Nilo, comparando com as chacinas ocorridas no ano passado e nas quais a polícia esteve envolvida. Todos os documentos e nomes sobre o complô serão passados para o general Câmara Senna, comandante das ações de combate à criminalidade no Rio de Janeiro. O plano foi descoberto por policiais que Nilo considera de sua inteira confiança. Entidades de defesa dos direitos humanos no Brasil e no exterior vão acompanhar a operação antiviolência no Rio de Janeiro. Elas temem um possível conflito armado e preparam plantão para receber denúncias de excessos (O ESP) (FSP).