A Operação Rio terá que durar entre oito e dez meses. Esse é o prazo mínimo, segundo o ministro da Justiça, Alexandre Dupeyrat, para que a ação conjunta das Forças Armadas com o governo do Rio de Janeiro apresente resultados concretos no combate à violência e a criminalidade no estado. Dupeyrat alerta, no entanto, que é preciso desenvolver um planejamento social e econômico, paralelo às ações policiais, para que o estado volte a ocupar o seu lugar junto as comunidades mais carentes, hoje vivendo sob o domínio dos narcotraficantes e contrabandistas de armas. O ministro informou que o governo federal sugeriu ao governador Nilo Batista (PDT) a unificação de todos os órgãos de segurança pública do estado numa supersecretaria. "Mas essa idéia não teve ressonância junto ao governador", lamenta. A alternativa foi agrupar o aparato de segurança sob a coordenadoria do Comando Militar do Leste (CML), a quem cabe o comando logístico e de planejamento da operação (JB).