A estratégia do presidente eleito Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para acelerar as reformas da Constituição é a redução dos prazos de tramitação das emendas e a formação de um colégio de líderes. A alteração dos prazos é mais fácil do que a redução do quórum de aprovação porque não depende de mudanças na Constituição. Basta que sejam alterados os regimentos da Câmara e do Senado. FHC está desistindo da criação de um bloco parlamentar no Congresso. Ele pressuporia a existência de um só líder na Câmara e um no Senado. O temor parte dos partidos menores, como PTB, PP e PL. Eles acham que ficariam submetidos às legendas maiores, perdendo poder. A proposta é que cada partido aliado de FHC tenha seu próprio líder. Eles se reuniriam, formando o colégio. A redução de prazos teria como objetivo evitar uma possível obstrução às reformas que FHC pretende implantar (FSP).