EXTRAÇÃO DE MOGNO NO ACRE AVANÇA

O presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Júlio Barbosa, denunciou ontem a extração irregular de mogno em vários municípios do Acre, com as madeireiras avançando rumo à reserva extrativista Chico Mendes, de 940 mil hectares, um das poucas já totalmente demarcadas e homologadas pelo governo federal. A denúncia foi comprovada por representantes do Conselho Nacional dos Seringueiros, do Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e Comissão Pastoral da Terra. As maiores acusações são feitas à Madeireira Mota, que, com um plano de manejo aprovado às pressas pelo IBAMA, conseguiu autorização para retirar 1.600 metros cúbicos de mogno em área do município de Rio Branco. "A Madeireira Mota já extraiu mais de sete mil metros cúbicos de mogno e outras madeiras nobres, com graves prejuízos ao meio ambiente", acusa o presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros, Atanagildo Matos, o Gatão, sucessor de Chico Mendes. A madeireira, segundo comprovou a missão que foi à região, vem invadindo áreas de seringais e castanhais, prejudicando centenas de famílias que vivem do extrativismo da borracha e da castanha (JB).