O custo da ração básica essencial subiu 6,44% em São Paulo (SP), em outubro, e mais de 11% em seis das 14 capitais cobertas pela pesquisa mensal do DIEESE. O salário-mínimo, de R$70,00, foi insuficiente para a compra da ração essencial em 10 das capitais. A ração se compõe de 13 produtos e foi definida em decreto-lei de 1938. A maior alta, de 16,12%, ocorreu em João Pessoa (PB). A menor, de 3,24%, em Vitória (ES). Em São Paulo, o trabalhador precisaria, para comprar os 13 produtos, gastar R$88,80, ou 37,55% mais do que o salário-mínimo líquido. Para cobrir as despesas mínimas da família, e não só os gastos com alimentos, um trabalhador necessitaria, em São Paulo ou em Florianópolis (SC), ganhar no mínimo R$740,83 em outubro, de acordo com os cálculos do DIESSE (O ESP).