O ministro do Trabalho, Marcelo Pimentel, disse ontem que o governo está preocupado com a formação profissional do menor e espera desenvolver um programa de modernização e conscientização da sociedade sobre o problema. Segundo ele, as circunstâncias sociais que o país atravessa, como o desemprego e os baixos salários, permitem que os menores não tenham acesso à escola, acarretando mão-de-obra não qualificada no mercado de trabalho. Marcelo Pimentel criticou as pressões que o país vem sofrendo de organismos internacionais com relação ao trabalho do menor, lembrando que são pequenas as irregularidades que ocorrem nesse setor. Citou como exemplo o Estado de São Paulo, que utiliza essa mão-de-obra na indústria de calçados usando o método de trabalho domiciliar, em que toda a família trabalha. O ministro revelou que esse caso vem sendo explorado pelo Congresso norte-americano com o objetivo de alijar o Brasil do comércio daquele país. "O que nos aflige é o aspecto social com a formação profissional e não o comercial, conforme estão colocando", afirmou. O ministro participou, no auditório do INCRA, da abertura do programa de treinamento dos agentes de inspeção do trabalho ligados à fiscalização do trabalho da criança e do adolescente (GM).