O coordenador de Fiscalização da Receita Federal em Brasília (DF), Ricardo Pinheiro, e dois delegados do órgão no Rio de Janeiro (RJ), Luiz Henrique Barros de Arruda e Yumans Duque Estrada, responderão inquérito administrativo por suspeita de corrupção passiva-- favorecimento a empresas em troca de vantagens pessoais. A informação é do secretário da Receita, Sálvio Medeiros Costa, que aceitou o pedido de exoneração da função apresentado pelos três acusados e abriu prazo de 30 dias para apuração das denúncias. A principal prova incriminadora é uma fita contendo gravações de conversas de Pinheiro, Arruda e Duque Estrada que indica a prática de fraudes, principalmente dos dois últimos. Duque Estrada, por exemplo, o mais comprometido pela fita, admitiu explicitamente que favorecia uma empresa do Rio da qual sua mulher, Angélica, é sócia. Os acusados abriram mão do sigilo bancário e fiscal para que a Receita apure seus envolvimentos com atos de corrupção (O ESP).