A 9a. Conferência da Convenção Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) começa, hoje, nos EUA, com a polêmica se o mogno deve ou não ser incluído na lista de espécies cuja comercialização é controlada por licenças de exportação. No Brasil, "há ampla documentação de que o mogno vem sendo explorado de forma ilegal e predatória, principalmente nas reservas indígenas e parques nacionais, no sul do Pará, Mato Grosso, Rondônia e sudoeste do Amazonas", afirma Eduardo Martins, diretor executivo do WWF (Fundo Mundial para a Natureza). O governo da Holanda já apresentou oficialmente a proposta de incluir o mogno na proteção do CITES. A delegação nacional ainda não definiu a posição oficial do Brasil. A favor da inclusão do mogno estão as organizações ambientalistas que alegam que, apesar de extensa área geográfica, a espécie tem presença irregular nos locais. Outro argumento é que a capacidade de regeneração do mogno é muito baixa. Especialistas em mogno afirmam que a espécie só se mantêm em florestas exploradas sob "circunstâncias extraordinárias" (GM).