O candidato derrotado do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu ontem, em Porto Alegre (RS), a articulação de um bloco parlamentar de centro-esquerda para discutir e apresentar propostas de reforma constitucional em 1995. Para montar essa frente, Lula informou que, depois das eleições, terá um encontro com o líder do PDT, Leonel Brizola. Outras conversas incluem Miguel Arraes (PSB), Waldir Pires (PSDB) e Jutahy Magalhães (PSDB). Além dos partidos mais próximos, o petista quer incluir na frente parlamentar "os desgarrados" do PSDB e do PMDB. Lula quer que o PT, com o possível apoio de novos e antigos aliados, inicie o ano legislativo apresentando um projeto de reforma tributária. Ele conterá redução do número de impostos, aperto na sonegação, favorecimento às pequenas e médias empresas e taxação das grandes fortunas. O petista manifestou preocupação com a possibilidade de alteração nas normas de seguridade social, com o fim da aposentadoria por tempo de serviço, privatização da Previdência e desvinculação dos ganhos dos aposentados do salário-mínimo. "Se isso ocorrer, os aposentados ganharão de novo menos de meio salário-mínimo", advertiu. Lula acha que a solução é injetar dinheiro novo na Previdência criando mais empregos. Queremos alargar a base de contribuição, disse (O ESP).