A maioria do PMDB quer apoiar o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e participar dele, mas teme entrar em um bloco formal de sustentação ao presidente eleito e perder sua identidade partidária. Para justificar esta postura, os pemedebistas usam como exemplo o bloco que apoio ao ex- presidente Fernando Collor, formado pelo PFL, PTB e PSC, em que somente o PFL aparecia com fisionomia própria. "O problema do bloco formal é que com ele desaparece a liderança do partido", resume a inquietação o presidente do PMDB, deputado Luiz Henrique. Se os governistas são maioria, os defensores da integração do partido no bloco são minoritários. Para segmentos da bancada, fazer parte da base de sustentação ao governo não implica em integrar um bloco. Outros, como o senador José Fogaça (PMDB-RS) e o deputado Alberto Goldman (PMDB-SP), acreditam que o bloco a ser formado é aquele destinado a promover as reformas estruturais e constitucionais. "O acordo que devemos fazer é para apoiar as propostas estruturais", defende Fogaça (JB).