CARDOSO VAI MANTER EXÉRCITO CONTRA CRIME

O presidente eleito Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse ontem que o convênio entre a União e o Rio de Janeiro para combater a criminalidade será prorrogado, se necessário, a partir de 1o. de janeiro de 1995, dia de sua posse. Ele elogiou o acordo entre o presidente Itamar Franco e o governador Nilo Batista (PDT). "Vamos ver quem sai governador no Rio para conversarmos no sentido de ver que outras decisões podemos tomar", afirmou. Ao mesmo tempo em que o comandante da operação militar contra o crime, general Roberto Câmara Senna, se reunia com Nilo Batista, as Forças Armadas começavam a se movimentar na cidade. No Lins de Vasconcelos, fuzileiros navais ergueram barricadas com sacos de areia, próximas ao Hospital Marcílio Dias, da Marinha, que é cercado por três favelas. Na Vila Militar, a Polícia do Exército passou o dia revistando passageiros de ônibus. Ao meio-dia, soldados do Exército foram vistos na Rua da Quitanda, Centro, com armas pesadas. Um grupo de 10 juízes, entre eles Denise Frossard, responsável pela prisão da cúpula do bicho, integrará equipe que dará apoio às ações contra o crime organizado (JB).