O ex-presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva está cada vez mais disposto a renovar as posições do PT. Entre as novas idéias que defende está a revisão da postura do partido quanto ao sistema eleitoral. "O resultado da eleição mostrou que, mesmo não estando previsto na legislação, o voto distrital é uma realidade", disse Lula. A posição oficial do PT é pelo sistema de eleição proporcional. Os petistas estudam a defesa do voto distrital misto proporcional, em que parte dos deputados seria eleita em disputa nos distritos-- com cada partido tendo um candidato por região-- e outra parte eleita no sistema proporcional, com listas de nomes por partido. O voto distrital "na prática" constatado por Lula aconteceu no PT. Em São Paulo, o partido elegeu quatro ex-prefeitos deputados federais, com votos concentrados nas cidades que administravam: Telma de Souza (Santos), José Augusto Ramos (Diadema), Celso Daniel (Santo André) e José Machado (Piracicaba). Outros deputados federais não foram prefeitos, mas tiveram votações regionalizadas, caso de Eduardo Jorge, sufragado na periferia leste da capital paulista. No Paraná, elegeu um ex-secretário em Londrina, Nelson Micheletti. Um ex-vereador de Bagé (RS), Luiz Mainardi, também foi eleito. Em Minas Gerais, foi o ex-prefeito de Ipatinga, Chico Ferramenta deputado federal (JB).