GRUPO DE DIREITOS HUMANAS REJEITA AÇÕES DAS FORÇAS ARMADAS

O Grupo Tortura Nunca Mais, em nota oficial distribuída ontem, rejeita qualquer ação operacional das Forças Armadas no combate à violência no Rio de Janeiro. "Nunca se deverá lançar mão das Forças Armadas no assalto e conquista de pontos nas favelas e núcleos de populações pobres. Também não será o emprego de armas poderosas como tanques, canhões, foguetes, aviões etc. que resolverá o problema da violência no Rio de Janeiro", diz a entidade, empenhada na defesa dos direitos humanos. Na nota, o Grupo afirma que "o tráfico de armas e drogas e suas nefastas consequ"ências para o conjunto da sociedade não é apenas de responsabilidade de alguns poucos moradores das favelas". Para a entidade, o tráfico de drogas nos morros não existiria "sem a ação dos donos de aviões, de proprietários de grandes extensões de terra e pistas de pouso clandestinas, de autoridades corruptas nas alfândegas/fronteiras, não seria possível tal empreendimento". Segundo a nota, a distribuição das drogas "é apenas um dos elos da corrente que deve ser destruída". O Grupo Tortura Nunca Mais propõe que a atuação das Forças Armadas no Rio seja vinculada à uma coordenação nacional, com a participação dos três poderes e de entidades da sociedade civil. A entidade pede, ainda, que as Forças Armadas redobrem suas atenções a fim de que material bélico e munição não sejam mais
83406 furtados de seus arsenais e depósitos (JB).