MERCOSUL SERÁ UNIÃO ADUANEIRA

O presidente eleito Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, acertaram unir forças para aprofundar as relações comerciais entre os países que formam o MERCOSUL-- Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai--, transformando a atual zona de livre comércio em uma união aduaneira nos moldes da Comunidade Européia. Com isso, fica descartada, no momento, a alternativa de estender o MERCOSUL a outros países do hemisfério. "Minha opinião é de que devemos fortalecer a união aduaneira. Isto não impede que tenhamos outros acordos de comércio mais abertos, com preferências tarifárias para qualquer que seja o país", afirmou Cardoso depois de um almoço, ontem, com o presidente da Argentina, Carlos Menem, e o ministro Cavallo. Cardoso disse que precisa e um pacto político para continuar as reformas no Brasil e os dois combinaram uma reunião, em fevereiro, para voltar a discutir sobre o MERCOSUL. O ministro Domingo Cavallo disse que a visita de FHC ratifica a importância que as autoridades brasileiras dão ao MERCOSUL como o instrumento que vai permitir a inserção dos países do Cone Sul no mundo como uma nova força capaz de negociar de igual para igual com outros sistemas comerciais. Segundo Cavallo, para os argentinos é muito importante que o Brasil cresça muito mais que a Argentina e se estabilize mais depressa para que possa auxiliar o desenvolvimento do seu país (JB) (O Globo).