O governo decidiu cortar pela metade a transferência de recursos ao exterior para o pagamento da dívida externa, que será limitado, até 1991, à média anual de 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto) contra os 4% dos últimos 4 anos. Este ano, os investimentos públicos atingirão Cz$200 bilhões. Este é um dos pontos do documento que o ministro da Fazenda, Dílson Funaro, irá levar, na próxima semana, para a reunião do Comitê Interino do FMI. Segundo o documento, em 1987, a transferência de recursos reais ao exterior foi limitada a US$7 bilhões (2,4% do PIB). Menos do que o total transferido em 1986-- US$8 bilhões (3,1% do PIB)-- e inferior ao que o país remeteu em 1984 (US$11,8 bilhões, 5,6% do PIB) e em 1985 (US$11,3 bilhões, 5,1% do PIB). No documento, o governo critica os programas de ajustamento impostos pelos FMI a partir de 1983. O documento prevê uma série de metas econômicas, entre as quais: libera>ão de Cz$37 bilhões para a construção de 250 mil casas este ano; linha de crédito de Cz$15 bilhões para pequenas e médias empresas da construção civil; a comercialização da safra agrícola ganhará Cz$72 bilhões; os Cz$10 bilhões captados pela Caderneta Rural do Banco do Brasil terão aplicação imediata e os bancos serão obrigados investir mais na agricultura; o PIB terá que crescer 7% ao ano; energia elétrica, siderurgia, transporte, armazenamento, agricultura e agroindústria serão investimentos prioritários; o saldo da balança comercial em 1987 ficará em US$8 bilhões, com crescimento anual que garanta um superávit de US$11 bilhões em 1991; redução do déficit dos Estados e Municípios, com corte de pessoal e diminuição dos juros de suas dívidas (JB).