O time de ação do Greenpeace paralisou ontem por uma hora o embarque de sete mil toneladas de madeira em um navio da Ilha de Malta ancorado em Belém (PA). Foi a última ação direta no país. A campanha contra a devastação das florestas começou em maio na Sibéria e termina no Brasil. Uma faixa com a inscrição "Mogno para exportação, devastação para o Brasil" foi colocada no navio. Alguns ativistas se acorrentaram nas escadas dos guindastes para evitar que seus operadores subissem. Outro grupo começou a pintar a frase "Destruição florestal tipo exportação" em madeiras que estavam sendo embarcadas. Para o coordenador de campanhas do Greenpeace, José Pádua, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) não tem estrutura para fiscalizar o corte de madeira na Amazônia. Os cerca de 50 estivadores que trabalhavam no local e reclamavam de estarem perdendo dinheiro porque ganhavam por tonelagem embarcada, receberam folhetos sobre a devastação indiscriminada da floresta (FSP) (O ESP).