O governo brasileiro espera contar com US$4 bilhões ao ano em financiamentos externos no período de 1987 a 1991, aumentando as reservas cambiais do país em US$1 bilhão anuais. Para isso, vai propor aos bancos credores a redução do custo da dívida-- menores "spreed" (taxa de risco) e comissões--, refinanciamento parcial dos juros e a adoção de diversos mecanismos de conversão, inclusive para investimentos em projetos, com o objetivo de controlar o crescimento do endividamento e reduzir a vulnerabilidade da economia à flutuação das taxas de juros internacionais. Essa meta consta do documento "O financiamento do desenvolvimento econômico no período de 87 a 91", que o ministro da Fazenda, Dílson Funaro apresentou aos deputados e senadores do PMDB. Esse documento será encaminhado aos comitês de assessoramento da dívida externa brasileira junto aos bancos credores. A meta do governo, segundo o documento, é manter uma taxa anual de crescimento da economia de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) com ampliação dos investimentos internos em 5% desse mesmo PIB e proporcionar a elevação da renda "per capita" em 20% em quatro anos (O Globo).