Apesar de já terem feito um esforço significativo na redução de tarifas de importação, os países do MERCOSUL têm pela frente uma tarefa certamente ainda mais complexa: desmantelar e/ou harmonizar cerca de 300 restrições não tarifárias, estabelecer condições de competitividade e cuidar da defesa da concorrência. Esses assuntos delicados, sobre os quais há discrepâncias entre os quatro sócios, serão discutidos na XV Reunião do Grupo Mercado Comum (GCM) nos dias três e quatro de novembro, em Brasília (DF). O encontro dos coordenadores nacionais do MERCOSUL também analisará as relações com a ALADI e com a União Européia e a Cúpula Hemisférica de Miami, em dezembro. Questões relacionadas com a Tarifa Externa Comum (TEC), como a aprovação das listas de exceção, os regimes especiais para os setores automotriz e açucareiro e a aprovação das listas nacionais do regime de adequação também serão tratadas na reunião que dará os penúltimos retoques antes da entrada em vigor da zona de livre comércio e da união aduaneira, em 1o. de janeiro de 1995. Depois ainda haverá a conferência diplomática, nos dias cinco, seis e sete de novembro, em Brasília, e o encontro de cúpula, com presidentes e ministros, nos dias 16 e 17 de dezembro, em Ouro Preto (MG). A Argentina, que com o Plano Real está aumentando suas exportações ao Brasil, preocupa-se com os entraves no mercado brasileiro que impedem suas empresas de participar das licitações internacionais da PETROBRÁS para suprimentos da estatal (GM).