BRASILEIROS COM AIDS PREOCUPAM CONSULADOS

Auditoria externa realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas embaixadas e consulados da Suíça e Itália constatou grande número de casos de prostitutas, viciados e travestis brasileiros contaminados pelo vírus da AIDS. "Eles estão nesses países ilegalmente, muitos deles com falsa identidade ou documento de viagem adulterado, não têm recursos, não têm direito à assistência médico-hospitalar e nem permissão para permanecer nesses países", afirmou o ministro Marcos Villaça, que juntamente com dois assessores realizou no mês passado um trabalho de auditoria. Villaça pôde verificar que na maioria dos casos o doente não deseja que seus familiares sejam avisados sobre sua saúde e se recusa a fornecer nomes e endereços dos familiares. "Esses brasileiros oferecem grande risco de contágio, pois muitos vivem da prostituição, o que significa que alguns doentes com alta hospitalar ou em tratamento ambulatorial à noite se prostituem e convivem em hotéis e pensões junto com outros travestis", informou. Uma denúncia apresentada no consulado brasileiro de Milão por um assistente social do Hospital Luigi Sacco informa que entre os 44 portadores do HIV assistidos no consultório diurno do hospital, 22 eram brasileiros que se prostituíam (O ESP).