O governo aumentou em 70% o limite de expansão do volume de moeda na economia até o final do ano. Até 31 de dezembro, o teto para o crescimento da base monetária, formada pelo papel moeda em circulação mais as reservas bancárias mantidas pelo Banco Central, passou de R$10,2 bilhões para R$17,392 bilhões. A mudança na meta, incluída na reedição da Medida Provisória do Real, é consequ"ência da incapacidade do BC de cumprir os limites fixados quando do lançamento do plano de estabilização. A MP determina que a base monetária poderá crescer 13,33% sobre o saldo do dia 30 de setembro, que era de R$12,789 bilhões. Mas o Conselho Monetário Nacional (CMN) poderá aprovar, ainda, uma margem de segurança de 20%, desde que submetida previamente ao presidente da República. O texto também prevê a criação de um novo conceito, chamado base monetária ampliada, para aferir a expansão da moeda. O CMN irá estabelecer quais serão os componentes da nova base, que deverá incluir os títulos emitidos pelo BC em poder do mercado. A MP já adianta, entretanto, que até o final do ano a variação por esta nova conceituação será, a princípio, nula. Porém, a margem de 20% também poderá ser utilizada (O Globo).