A indústria brasileira cresceu 3,6% em agosto ante julho. No ano, a produção industrial aumentou 5,3% e, ante agosto de 1993, 10,8%. A novidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é que essa expansão foi impulsionada pelos bens não-duráveis, de consumo popular, que até julho vinham apresentando taxas negativas. Em agosto, alimentado pelo fim do imposto inflacionário que corroía o poder de compra dos consumidores mais pobres, a fabricação de alimentos, calçados, perfumaria, remédios, bebidas e outros bens, expandiu 6,9%, repondo os baixos estoques das fábricas. Desde abril de 1987, o nível de produção dessa categoria não alcançava esse patamar. No ano, a taxa dos não-duráveis é ainda negativa em 0,9%, mas a tendência, até dezembro, é de aumento da procura por esses produtos (GM).