INDÚSTRIA SE APROXIMA DA PRODUÇÃO PLENA

Os setores de papel e siderurgia, pressionados no mercado interno pelo Plano Real e pelo aumento da demanda internacional, atingem sua capacidade máxima de produção e vivem a hora do xeque-mate. Quem investir no aumento da capacidade agora vai chegar primeiro e ganhar mercado ainda em uma economia em crescimento, segundo estudo de conjuntura elaborado pela Arthur Andersen e pela AFI (Associados em Finanças e Investimentos) para investidores estrangeiros. O estudo aponta os dois setores como os mais favorecidos na expansão econômica brasileira. Para ter uma idéia do que está acontecendo no setor siderúrgico, a demanda interna por laminados planos não revestidos (produto derivado do aço que serve de matéria-prima para a indústria metalúrgica) aumentou de 460 mil toneladas em setembro para 600 mil toneladas em outubro. No setor de papel, a situação é mais crítica. Segundo empresários do setor, os fabricantes de celulose que cobram hoje US$580 a tonelada já acertaram a partir de janeiro aumentos trimestrais de US$40 que elevarão o preço do produto para US$700 a tonelada em dezembro de 1995. Só que essa previsão deverá ser superada porque o preço internacional já está em US$680 a tonelada (JB).