SEGUNDO TURNO DEFINE FUTURO DO PMDB

Apesar de manter a maior representação do Congresso Nacional, com 130 (23 senadores e 107 deputados) parlamentares, o PMDB corre o sério risco de ver todos os seus caciques nacionais derrotados e ficar à deriva, sem comando, a partir do segundo turno das eleições estaduais. Afinal, depois do humilhante desempenho do ex-governador Orestes Quércia na campanha eleitoral, agora é a vez de dois outros lídres pemedebistas conviverem com o espectro da derrota. Um deles é o ex-ministro Antônio Britto, que atravessou todo o primeiro turno com o pé no Palácio Piratini, mas morreu na praia e corre o risco de perder o governo do Rio Grande do Sul para o candidato petista, Olívio Dutra. O outro é o ex-presidente José Sarney, que contava como absolutamente certa a vitória de sua filha Roseana (PFL) para o governo do Maranhão. Ela não ganhou no primeiro turno e, de acordo com as novas pesquisas, está tecnicamente empatada com o candidato do PPR, Epitácio Cafeteira. A expectativa original era de que Quércia fatalmente perdesse espaço para Britto, Sarney e o senador gaúcho Pedro Simon. A partir do dia 15 de novembro, entretanto, todos eles poderão estar nivelados pela derrota. Até Simon, pois o desempenho de Britto pode arrastar, para cima ou para baixo, a sua liderança em boa faixa pemedebista. Com o início formal do segundo turno das eleições estaduais, deflagrado ontem pela nova rodada da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, voltam à estaca zero, portanto, as viscerais discussões sobre o futuro do maior partido do país (GM).