Porta de entrada para o MERCOSUL, a Hidrovia Tietê/Paraná está atraindo R$1,5 bilhão em investimentos do setor privado para o interior de São Paulo. A informação é do Consórcio Tietê/Paraná, integrado por 140 municípios paulistas. O secretário-executivo do consórcio, Moacir Zanin, afirmou que esses investimentos podem dobrar em 1995. Segundo ele, isso deve acontecer se a empresa norte-americana Zurn-Nepco confirmar a intenção de construir quatro termoelétricas à gás ao longo da hidrovia. Os estudos já foram feitos e a Zurn-Nepco acredita que as empresas que
83198 estão se instalando ao longo da hidrovia vão precisar de energia, disse Zanin. As quatro termoelétricas, que seriam construídas com recursos da própria empresa norte-americana, custariam US$1,6 bilhão. Um estudo da ADTP (Agência de Desenvolvimento Tietê/Paraná) estima que em 10 anos vão ser criados 200 mil empregos na região. A Hidrovia Tietê/Paraná já é navegável em quase toda a sua extensão de 2.400 km, de Anhembi (SP) a Itaipu (PR). Atualmente, são realizadas as últimas obras ao longo dos rios Tietê e Paraná, que vão permitir a interligação entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A hidrovia é uma obra que já dura 40 anos. O governo brasileiro investiu US$1,6 bilhão em obras para viabilizar a navegação. Hoje, a hidrovia é usada no escoamento de produtos agrícolas. Neste ano, o volume transportado deverá chegar a 4,5 milhões de toneladas. Os estudos sobre o uso da hidrovia indicam que até 1999 deverão ser transportados por ano nove milhões de toneladas de grãos e outras mercadorias. Além das atividades comerciais e industriais, a hidrovia também tem contribuído na criação de pólos turísticos no Tietê (FSP).