Candidatos envolvidos em fraudes eleitorais, inclusive os que estão presos, poderão disputar as novas eleições proporcionais no Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro, junto com o segundo turno para governador. De acordo com o corregedor regional eleitoral, juiz Paulo César Salomão, a legislação eleitoral não inclui dispositivos que impeçam os acusados de fraudes de disputar o pleito. "Embora pareça absurdo, a lei não os proíbe de concorrer", lamentou. Pelo menos dois candidatos à Câmara deverão disputar as eleições no Rio atrás das grades. Presos na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, Roberto Ricardo Silva (PSD) e José Heráclito Araújo Souza (PMDB) só não participarão do pleito outra vez se não quiserem. Roberto Ricardo pertence à quadrilha liderada pela grega Maria Stravrinou e é acusado de fraude. José Heráclito foi flagrado em um restaurante com US$3,5 mil falsos. Também não há como impedir a participação do candidato foragido José Camilo dos Santos, o Zito, terceiro mais votado do PSDB para a Assembléia Legislativa. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato de um ex-secretário de Transportes de Duque de Caxias (RJ), e desapareceu quando a 1a. Câmara Criminal do Rio expediu mandado de prisão preventiva. O corregedor explicou que a legislação eleitoral só proíbe a participação de candidatos já condenados pela Justiça, com a ação "transitada em julgado"-- situação em que não cabem mais recursos (O ESP).