A receita neoliberal do governo norte-americano, que sugere, por exemplo, o fim dos monopólios na América Latina, como o de telecomunicações, é o principal ponto de divergência entre o Grupo do Rio e os EUA na preparação do encontro Cúpula das Américas, de nove a 11 de dezembro, em Miami. O Brasil, um dos três países da "troika" (os outros são Chile e Equador), tem posições que se aproximam mais das do Uruguai e da Venezuela. "A abertura em telecomunicações tem que ser feita com cautela. A atitude norte-americana é extremamente neoliberal", critica uma fonte do governo. Argentina e Chile apóiam a tese dos EUA. Essa posição de Washington consta de um projeto de programa divulgado no final de agosto. Depois disso, ficou decidido que o interlocutor dos EUA para preparar a cúpula seriam os países do Grupo do Rio, que representam as Américas do Sul e Central, o México e o Caribe. Os EUA e o Grupo do Rio deverão marcar uma reunião em novembro para preparar os documentos da cúpula: a declaração e o plano de ação (GM).