Definidas as novas correlações das forças político-partidárias no país, com a proclamação dos resultados do primeiro turno das eleições, começa a rearticulação do grupo "de ação política" de entidades de classe de várias áreas do setor privado. O grupo, com representantes de bancos, indústria, comércio, agropecuária, foi formalizado em 1993 para acompanhar e influir na revisão constitucional. "Nós temos pouco mais de 30 dias para relençarmos as nossas prioridades, antes de termos uma posição final, para contatarmos os grupos de trabalho que vão cuidar do programa de ação do próximo governo", disse anteontem Rui Altenfelder Silva, após a reunião da Coordenadoria de Ação Política (Cops) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Os assuntos da pauta poderão ter sua ordem de importância alterada, mas na essência continuam os mesmos "prioritários", desde o processo da revisão constitucional: reforma tributária e fiscal; quebra dos monopólios do Estado (parte através de concessões do setor privado); fim da discriminação ao capital externo; separação das questões da saúde e da previdência no Orçamento e reforma do papel do Estado, dentre outras de caráter estrutural (GM).