Os políticos ficaram praticamente sem dinheiro de empresas brasileiras para a campanha eleitoral deste ano. O conselho de administração da Gradiente, por exemplo, proibiu expressamente a diretoria de ceder recursos para a campanha de políticos. As maiores empreiteiras de obras públicas seguiram igual caminho. "A torneira secou", afirmou o dirigente de uma delas. Credoras de uma dívida de bilhões de dólares acumulada ao longo dos anos pelos governos municipais, estaduais e federal, as empreiteiras buscam como alternativa concorrências no exterior, para compensar as perdas internas e equilibrar seus caixas. De acordo com alguns empresários, a revelação de casos de venda dos bônus eleitorais para lavagem de dinheiro também foi importante para a decisão de não contribuir para campanhas políticas este ano. Eles preferiram esperar nova regulamentação para as próximas eleições ou até a substituição da atual legislação eleitoral, que não permite o desconto no Imposto de Renda do que é aplicado nas campanhas eleitorais (O ESP).