PRAZO DO CREDIÁRIO CAI PARA TRÊS MESES

O ministro da Fazenda, Ciro Gomes, anunciou ontem um conjunto de medidas para restringir o consumo e tentar conter a inflação. As vendas parceladas e empréstimos bancários não poderão superar três meses. As compras com cartão de crédito terão de ser pagas integralmente. As medidas devem elevar as taxas de juros e visam conter o aquecimento da economia. A formação de novos grupos de consórcio de eletrodomésticos e eletroeletrônicos foi suspensa por prazo indeterminado. O prazo dos novos grupos de consórcios de carros foi reduzido de 50 para 12 meses, e foi proibida a retirada do bem por lance nos novos consórcios, independente do produto. O governo proibiu ainda que os bancos e instituições financeiras financiem empresas de factoring e administradoras de cartão de crédito. No crediário, o limite de três meses não se aplica a financiamentos com recursos próprios. O fim do pagamento mínimo nas vendas com cartão de crédito vai valer para compras feitas a partir de hoje. A regra não se aplica a compras já efetuadas. Também foram limitadas em três meses as operações de adiantamento de crédito. As decisões foram tomadas em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) (FSP) (O ESP).