A adoção do Plano Real e a eleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para a Presidência da República tiveram efeito positivo sobre as contas da PETROBRÁS, cujos créditos no mercado externo são da ordem de US$4 bilhões. De julho para cá, não só os credores ampliaram suas ofertas à estatal como reduziram à metade o "spread" praticado nos financiamentos. Resultado: a empresa contabilizará uma economia de US$80 milhões em período de um ano. Isso se deveu à mudança de percepção de risco do Brasil em face do novo presidente", comentou, ontem, o superintendente financeiro da PETROBRÁS, Orlando Galvão. Outro ingrediente foi o desempenho da empresa, que vem aumentando a produção e as reservas de petróleo (GM).