A cúpula do PMDB decidiu ontem, em São Paulo (SP), investir todo o peso do partido nos sete estados onde tem candidatos concorrendo ao segundo turno para aumentar seu cacife político na negociação com o futuro governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O partido já elegeu os governadores de Alagoas, Divaldo Suruagy; Rio Grande do Norte, Garibaldi Filho; e Mato Grosso do Sul, Wilson Martins. Após a reunião, os caciques do PMDB decidiram ainda que, se vier a apoiar FHC, o partido vai exigir participação na definição e na execução das políticas de governo. "O partido adotará uma posição clara e transparente. Ou participa, apóia e é governo, ou vai para a oposição", disse o presidente do PMDB, deputado federal Luiz Henrique da Silveira. Os líderes decidiram ainda deixar a decisão sobre o apoio ao governo FHC para ser tomada pelo Conselho Nacional do partido. Participaram do encontro, entre outros líderes do partido, os senadores eleitos Íris Resende (GO), Jáder Barbalho (PA), Roberto Requião (PR) e Ronaldo Cunha Lima (PB), além do senador José Sarney (AP) e do ministro da Integração Regional, Aloysio Alves. As ausências mais notadas foram o candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Antônio Britto, e o ex- candidato à Presidência da República Orestes Quércia (O Globo).