O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,12% em 1993 e não 4,96%, como foi calculado preliminarmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número divulgado ontem é resultado de uma revisão dos dados de crescimento da indústria de transformação e da construção civil em função da nova ponderação dos produtos industriais com base no Censo Econômico de 1985 e não mais de 1980 e do novo painel de informantes utilizados. Por setor, a indústria cresceu 6,78% e serviços, 3,49%. A agropecuária registrou queda de 1,23%. O valor do PIB baixou de um cálculo inicial de CR$44,4 trilhões para CR$38,6 trilhões, o que informa um valor correspondente a US$436,7 bilhões pela taxa média do dólar de 1993, ante US$450 bilhões anteriores. Apesar dos indicadores positivos de crescimento no ano passado, a taxa de investimento foi de apenas 13,9%. O PIB per capita cresceu, no ano passado, 2,6%, a primeira taxa positiva dos anos 90. Apesar desses indicadores, a população brasileira empobreceu, conforme Heloísa Valverde Filgueiras, que coordenou o trabalho no IBGE. Para retonar aos níveis de 1980, a renda per capita teria que crescer 7,5% este ano, o que significaria um aumento de 7,3% do PIB. Nos anos 90, a renda per capita caiu 7,1%, mas se for considerado apenas o período do governo Collor (até setembro de 1992), quando houve uma forte recessão econômica, a queda chegou a 9,5%. A partir de 1990, a população brasileira cresceu 6,5%, a uma média anual de 1,58%. No período, o PIB caiu 0,98% (GM) (JB) (O Globo).