A prática da tortura foi comprovada ontem na Escola João Luiz Alves, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro (capital), durante perícia do diretor do Instituto Carlos Éboli, Mauro Ricart. Nos armários de monitores foram encontrados fios elétricos, porretes, estiletes, facões, palmatórias e varas de marmelo. O achado reforça a versão de que a rebelião do último dia 14 começou com um protesto contra as agressões sofridas pelos menores. Na ocasião, os internos denunciaram a situação. Ricart esteve no local com o delegado Zaqueu da Silva, da 37a. Delegacia de Polícia (Ilha do Governador). Além de instaurar inquérito, o delegado indiciou orientadores e monitores por agressão. Caso haja comprovação, os funcionários serão processados criminalmente. Os fios elétricos foram encontrados no armário de um monitor. Em outro compartimento, havia um espeto de churrasco enferrujado, dois porretes e fios elétricos. No armário 5, do monitor Carlos Alberto Lobato, havia uma vara de marmelo, uma palmatória de madeira e um porrete. Ao lado, estavam porretes e dois estiletes (JB) (O Globo).