PROPOSTA DO MERCOSUL AO CHILE TEM PONTO DE DIVERGÊNCIA

A proposta do MERCOSUL ao Chile para a formação de uma zona de livre comércio com assimetrias no regime de listas de exceção é o principal ponto de divergência constatado na semana passada em Montevidéu (Uruguai), quando Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai se reuniram com países da região para começar a negociar uma área de livre comércio sul-americana (ALCSA). A proposta do MERCOSUL é genérica para todos os países e sugere que uma lista de exceção comum dos quatro sócios deve ser mantida durante os 10 anos de formação da zona de livre comércio, podendo até ultrapassar esse período, enquanto o país com o qual se negocia terá de eliminar suas exceções gradualmente. "A idéia é preservar uma preferência intra- MERCOSUL, mas os chilenos dizem que não podem aceitar essa assimetria", comentou Renato Marques, chefe do Departamento de Integração do Itamaraty. De todo modo, apesar de haver "uma disposição dos dois lados para um acordo de livre comércio para substituir os acordos bilaterais existentes", a maior parte das questões com o Chile somente poderá ser resolvida quando ficarem prontas as listas de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) e a lista de produtos em regime de adequação, ambas do MERCOSUL, salienta Marques (GM).