O Diretório Nacional do PT decidiu delegar às seções estaduais do partido a decisão de apoiar ou não candidatos no segundo turno para governador. A decisão foi tomada graças a acordo entre grupos de esquerda, centro e direita do espectro petista. A proposta vencedora, articulada por Rui Falcão (presidente do partido), teve 35 votos. Uma segunda tese, dos grupos de extrema esquerda e parte da esquerda petista, teve 15 votos. A proposta do grupo radical restringia o eventual apoio do PT a candidatos que pertençam ao "campo democrático-popular" e excluiria o aval a candidatos do PSDB que disputam o segundo turno. A resolução aprovada é ambígua. Afirma que um dos objetivos no segundo turno é "qualificar amplamente a oposição ao governo central e projeto neoliberal". Mas admite que a "realidade política nos estados tem peso nas decisões. Em outro ponto, a resolução veta alianças com partidos de "direita". A decisão, que dá autonomia aos diretórios estaduais, no entanto, está sujeita a um monitoramento de uma comissão da Executiva petista (FSP).