Uma reunião de técnicos dos quatro países-membros do MERCOSUL, em Montevidéu, que tentava superar as divergências entre Argentina e Brasil na lista de trezentas exceções da Tarifa Externa Comum (TEC), terminou sem resultados e a discussão do problema foi adiada por uma semana. Segundo revelaram fontes diplomáticas em Montevidéu, os especialistas discutem há meses sem chegar a uma solução as diferenças entre os dois sócios principais e, em princípio, o prazo final de sete de outubro foi prolongado indefinidamente. Um representante brasileiro que esteve na reunião disse que não houve divergências, uma vez que as listas não foram apresentadas. Segundo um diplomata brasileiro, que preferiu não se identificar, Brasil e Argentina apresentaram um projeto conjunto para definir o funcionamento na prática do regime de adequação. Esse projeto, que teria tido "considerações favoráveis", será novamente discutido esta semana, no Rio de Janeiro. O tema que gera mais conflitos é o subsídio do Brasil à produção de açúcar, produtos siderúrgicos, têxteis e papéis. O Brasil, por sua vez, não aceita a política alfandegária da Argentina para seus produtos lácteos e têxteis (GM).