Apesar do empenho do presidente Itamar Franco em aprovar, ainda este ano, as reformas tributária, fiscal e previdenciária, os principais líderes partidários garantem que é praticamente impossível a votação de emendas constitucionais nesta legislatura. "Seria ideal a reforma sair este ano, mas nem sempre o ideal é possível", disse o vice-presidente eleito, senador Marco Maciel, um dos principais líderes do PFL. No PSDB a impressão é a mesma. Tanto o senador Mário Covas (SP) quanto o governador eleito do Ceará, Tasso Jereissati, e o senador eleito José Serra (SP) dizem que a aprovação agora não ocorrerá. Covas, além de apontar o Orçamento de 1994 como prioridade número um, lembrou que "o governo perdeu o poder de articulação". Mesmo assim, o presidente e o seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, decidiram, ontem, iniciar estudos na próxima semana, para viabilizar a aprovação da reforma tributária ainda este ano. A proposta do governo pretende reduzir o número de impostos e encontrar meios de cobrir um rombo de R$9 bilhões projetado para as contas do Tesouro Nacional no próximo ano (JB).