O Partido Comunista do Brasil (PC do B) conseguiu dobrar sua bancada no Congresso Nacional, de cinco para 10 deputados, podendo chegar a 11, e assim se transformar na grande surpresa das esquerdas nestas eleições. O Partido dos Trabalhadores (PT), por exemplo, era considerado um partido em franca ascensão e tinha a expectativa de passar de 36 para no mínimo 67 deputados, mas só chegou a 50. Não só o PC do B, mas também o Partido Socialista Brasileiro (PSB) cresceu nestas eleições. Somados, os cinco partidos da coligação Frente Brasil Popular, que calcava a candidatura presidencial do petista Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu fazer 78 deputados federais e sete senadores. O PT, que continua disparado o maior de todos, sofreu um duplo revés das urnas: onde não fez coligações, acabou não obtendo coeficiente eleitoral, como no Acre; onde fez, foi "bicado" pelos próprios parceiros. No Distrito Federal, por exemplo, poderia ter feito mais um ou dois deputados, além de Chico Vigilante, mas uma vaga da coligação ficou com Agnello Queiroz (PC do B) e outra com Augusto Carvalho (PPS). Na opinião do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Antônio Augusto, a bancada da esquerda deve chegar a no mínimo 130 parlamentares, se considerados os seis senadores e os 30 deputados do PDT, e mais: cinco deputados eleito pelo PSDB dissidente da Bahia e mais cinco, disseminados por diferentes estados e eleitos pelo PMDB (GM).