PADRE PETISTA É ELEITO DEPUTADO FEDERAL

Um padre foi eleito deputado federal pelo PT com 19.790 votos e não pretende pedir licença à Igreja Católica para exercer o mandato. "Sou padre por convicção. Gosto do ministério e irei exercê-lo, mesmo na Câmara Federal", diz. Gaúcho radicado no Paraná há oito anos, Roque Zimmerman, de 54 anos, tem sua base em Ponta Grossa. Apoiado pelo Movimento dos Sem-Terra do Paraná e ligado à corrente petista "Unidade na Luta", ele disse que pretende contribuir para tornar o PT "mais alegre, simpático e pragmático". O Movimento dos Sem-Terra conseguiu reeleger outros dois representantes na Câmara, Adão Pretto (PT-RS) e Alcides Modesto (PT-BA), mas não teve sucesso na disputa por cargos majoritários. Os deputados Pedro Tonelli (PT-PR) e Luci Choinacki (PT-SC) perderam a disputa pelo Senado, e Valdir Ganzer (PT-PA) não se elegeu governador. Os principais articuladores da bancada ruralista também não tiveram sucesso nesta eleição. O deputado Aldo Pinto (PDT-RS) não se elegeu senador por seu estado. O deputado Ronaldo Caiado, ligado à União Democrática Ruralista (UDR), perdeu a disputa para o governo goiano. O deputado Otto Cunha (PPR-PR), líder da UDR, não se reelegeu. O mesmo ocorreu com Fábio Meirelles (PPR-SP), ex-presidente da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo. Líderes ruralistas como Victor Faccioni (PPR-RS), Vital do Rego (PDT-PB), Valdir Colato (PMDB-SC) e Waldir Guerra (PFL-MS) também não se reelegeram (FSP).