A Teologia da Libertação se esgotou como experiência religiosa de transformação da realidade na América Latina. A análise foi feita ontem pelo secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, o evangélico alemão Konrad REiser, considerado o papa do protestantismo mundial, na abertura da 1a. Jornada Ecumênica Brasileira, em Mendes (RJ). Reiser explicou que a Teologia da Libertação, que no Brasil teve em Leonardo Boff o seu principal seguidor, precisa ser repensada porque suas bases marxistas ruíram com a queda dos regimes socialistas. "As dimensões cultural e existencial do homem foram subestimadas e não se levou em conta as complexidades espirituais das culturas marginalizadas do continente", detalhou. O encontro reúne 400 pessoas, representantes de 28 tipos de igrejas, que avaliam os novos rumos do movimento ecumênico no Brasil e na América Latina (O ESP).