O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa hoje a intervir na apuração das eleições no Rio de Janeiro, com a chegada do corregedor geral eleitoral, Flaquer Scartezzini, para acompanhar pessoalmente os trabalhos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O presidente do TSE, Sepúlveda Pertence, está preocupado com a possibilidade de fraude organizada no Rio de Janeiro, e a intervenção pode resultar até na substituição do presidente do TRE, Youssif Salim Saker. Scartezzini irá trabalhar protegido por agentes da Polícia Federal armados com metralhadoras e vestindo coletes à prova de bala. Até ontem, nove dias após a eleição, faltava apurar 2.291 urnas em todo o país: cinco no Pará, 76 no Maranhão e 2.210 no Rio de Janeiro. Sem esses resultados, o TSE não pode proclamar os números oficiais da eleição presidencial. A PF reuniu indícios da existência de uma quadrilha organizada especialmente para vender votos nas eleições no Rio. O bando tem até tabela de preço: cada voto roubado para deputado estadual custa R$5,00 e para federal, R$10,00. O deputado federal Luiz Alfredo Salomão (PDT-RJ) contou que um integrante dessa quadrilha chegou a oferecer-lhe 40 votos por urna (JB).