A primeira fase do processo eleitoral em São Paulo encerrou ontem com a divulgação, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), dos resultados da totalização dos 18.414.283 votos depositados nas urnas do estado. A abstenção foi de 11,37%, o que representa a ausência de 2.333.708 pessoas em um universo de 20.774.991 eleitores. Na disputa majoritária, Mário Covas (PSDB) obteve 6.574.517 votos válidos-- 35,71%-- e Francisco Rossi (PDT) 3.119.593-- 16,94%-- e irão se enfrentar novamente nas urnas em 15 de novembro. Na eleição proporcional, a coligação do PMDB com o PL e o PSD ficou com a maior parte das vagas paulistas à Câmara: 21 em 70, equivalentes a 18,30% dos votos válidos. A união do PFL com o PSDB resultou na conquista de 18 vagas. A Frente Brasil Popular, encabeçada pelo PT, terá 16 representantes; PPR e PP elegeram nove deputados; e o PTB, assim como a aliança do PDT, PV e PRP, elegeu três representantes. Na Assembléia Legislativa fortaleceram-se as bancadas do PSDB, PFL, PT, PPR, PDT e PRP. Perderam espaço o PMDB (menos três representantes), o PL (menos seis), o PSD (de cinco para dois) e o PTB (de 12 para sete). Com isso, em fevereiro, os tucanos passarão dos atuais cinco para 17 deputados na Assembléia Legislativa, os pefelistas somarão cinco (quatro a mais do que hoje), o PT subirá de 13 para 16 componentes, o PPR de sete para nove, PDT de um para três e o PRP terá mais duas vagas, passando de um para dois. O PC do B manteve as duas vagas que dispõe nesta legislatura. O PV e o Prona elegeram um representante cada (O ESP).