CONVÊNIO PREVÊ REFORMA DE 100 MONUMENTOS FRANCESES

Entre as muitas influências francesas que chegaram ao Rio de Janeiro (RJ) no começo do século, ainda enfeitam a cidade cerca de 100 monumentos em ferro fundido e gusa da região do Alto Marne, perto de Paris. Estas obras ganharam ontem uma garantia de preservação: a prefeitura e a Associação Francesa de Guarda e Promoção do Patrimônio Metalúrgico do Alto Marne (ASPM) assinaram um acordo para cadastramento, troca de informações históricas e ensino da restauração. "A ASPM constatou que aos poucos estava desaparecendo a tradição das fundições francesas e resolveu ajudar na recuperação das peças em todo o mundo", disse Jacques Cassinelli, da Eletricité de France Internationale, responsável pelo financiamento. Entre as peças cadastradas estão os portões da Igreja da Candelária, que chegaram am 1902; e os do Campo de Santana, em bronze e ouro. No mesmo local, em 1905, também há esculturas em ferro ornamentando as fonte. O chafariz da Cinelândia-- de 1878, comprado em Viena por dom Pedro 2o.-- e as estátuas do Passeio Público, também têm o selo da Fundição Val DOsne, a mais importante do século 19. Cerca de 30% das obras estão em praças públicas e parques, como no Largo da Carioca, no Centro, e no Largo dos Leões, no Humaitá (JB).