MÉDICO DECIDE QUEM MORRE EM HOSPITAL DO RIO DE JANEIRO

A falta de condições de trabalho, os baixos salários, a evasão profissional e a superlotação estão obrigando os médicos a realizar uma verdadeira "roleta russa" entre os paciente do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro (capital). "Estamos escolhendo quem vai morrer. Se eu tenho um anestesista e cinco cirurgias, quatro pessoas em estado grave têm que esperar pelo atendimento", admite o chefe de equipe Miguel Ramos. A situação do hospital, que tem a maior emergência da América Latina, pode se agravar. O diretor Paulo César Afonso Ferreira e os chefes de equipe ameaçam se demitir (JB).