A privatização será uma das palavras-chave do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). É da venda das estatais que virá boa parte do dinheiro destinado aos investimentos em energia, transportes e telecomunicações que o futuro presidente pretende fazer. E o tucano já sabe por onde vai começar o processo de venda das empresas públicas para o setor privado. Além das 21 estatais já incluídas no programa de privatização pelo governo Itamar Franco, ele pretende vender 16 hidrelétricas em fase de construção. Com a privatização, espera-se arrecadar, numa estimativa modesta, pelo menos US$15 bilhões. A segunda fase do programa de privatização do governo tucano, que inclui o setor elétrico, só será deflagrada depois de aprovado o projeto de concessão de serviços públicos. FHC pretende ainda flexibilizar o monopólio das telecomunicações e do petróleo-- abrindo espaço para a participação da iniciativa privada nesses setores-- mas aí depende de reformas na Constituição. A Carta garante à União o monopólio das telecomunicações. Ao mesmo tempo, proíbe que multinacionais explorem as reservas minerais do país. Para garantir melhores preços na venda das empresas, FHC considera necessário eliminar as restrições à entrada de recursos externos nesses dois setores (O Globo).