DESEMPREGO AUMENTA 5,49% EM AGOSTO

A taxa média de desemprego em agosto foi de 5,49%, ligeiramente superior à do mês anterior (5,46%) e à de agosto do ano passado (5,33%), informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio real (descontada a inflação) das pessoas ocupadas, porém, aumentou 4% em julho, em relação a junho, e também em 4% quando comparado com julho de 1993. Em número de salários-mínimos o rendimento médio das pessoas ocupadas aumentou 30,52%, em relação ao mesmo mês do ano passado, e 12,39% de junho para julho. Segundo os técnicos do IBGE, a diferença de comportamento entre o emprego e o rendimento explica a significativa expansão das vendas de bens duráveis, como aparelhos de som, televisores e automóveis: quem está empregado passou a ganhar mais. Ao mesmo tempo, o segmento de bens de consumo não-duráveis até agosto não teve o mesmo desempenho pois a taxa de desemprego não caiu, ou seja, a base consumidora desses bens de menor valor continua igual ou um pouco menor. Quanto ao desemprego, os técnicos do IBGE dizem que o país está diante de uma estagnação e que só novos investimentos ou uma nova política econômica podem reverter a situação: os programas de aumento da competitividade nas empresas resultaram em redução no nível de emprego (O ESP) (O Globo).