O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sepúlveda Pertence, não concorda com a tese de adoção do voto facultativo, defendida por seu colega de TSE, ministro-corregedor Cid Fláquer Scartezzini. "Sou favorável ao voto obrigatório. O discurso pelo voto facultativo parte de um preconceito à idéia de eleitor consciente", afirmou. Pertence admitiu que o TSE pode vir a analisar a questão, mas não acredita que com o voto facultativo acabem os "currais eleitorais" no interior do país ou mesmo na periferia das cidades. "Esses eleitores são tangidos, com voto facultativo ou obrigatório, pelos vínculos que mantêm muitas vezes com os cabos eleitorais remunerados pelos políticos", argumentou Pertence. Ele admite que os índices de votos em branco são surpreendentes, principalmente na disputa pelas vagas ao Senado, mas encontra explicações para o fenômeno destacando o desinteresse de um grande contingente de eleitores e o destaque dado pela imprensa às eleições majoritárias-- presidente e governadores--, relegando as proporcionais a um segundo plano (JB).