O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de bens e serviços produzidos no país, cresceu 3,8% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período, a produção agropecuária aumentou 6,73%, os serviços registraram expansão de 2,62% e a indústria, de 3,89%. De junho de 1993 ao mesmo mês deste ano a expansão acumulada chegou a 3,9%. A razão é que, de abril a junho, o PIB caiu 1% em relação aos três primeiros meses do ano. O índice anual, na verdade, mostra uma desaceleração da economia, pois após quatro trimestres de taxas anualizadas crescentes, essa ficou abaixo da registrada no trimestre imediatamente anterior (4,56%). No ano passado, o PIB aumentou 4%, em seu melhor resultado desde 1986. A desaceleração foi causada pelo processo de adaptação de empresas à Unidade Real de Valor (URV) e também pelas incertezas sobre os resultados que o Plano Real teria quando a nova moeda entrasse em vigor. Além disso, segundo técnicos do IBGE, as empresas estavam com estoques satisfatórios. Esses três fatores fizeram com que as decisões de compras e encomendas fossem adiados para a segunda metade do ano (O ESP) (O Globo).